terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Funk carioca - Febre ou Câncer ?

Ser um cidadão vigilante é algo voluntário, nasce na nossa consciência quando começamos a sair do convencional, quando começamos a atentar de uma forma mais profunda e até desconfiada sobre as questões sociais. Mas isso é importante para um cristão; se aprofundar nestas questões ou somente devemos ser passivos, conhecendo o evangelho até que se cumpra tudo conforme está escrito?

Particularmente, não consigo desvincular a palavra de Deus das coisas que nos rodeiam no convívio social por que Nosso Senhor nos aconselhou a sermos vigilantes. Mais adiante tratarei um pouco mais desse assunto.

O que vou expor agora, não se trata de gosto pessoal sobre música ou cultura pois acredito que "cada um tem seu mal gosto", mas este artigo busca questionar essa realidade inconsciente e inconsequente, busca ir além do convencional.
Em pauta está o funk carioca; não vou perder tempo colocando a definição do que é, como surgiu, coisa e tal, porque a mídia brasileira já fez isso muito bem, e é isso que quero compartilhar, pois a propagação do engano é eficaz, tudo o que propagam na mídia faz parte da agenda do engano, ainda que pareça algo nobre ou "para uma boa causa", mesmo que pareça algo inocente que "hoje em dia é normal".

Alguém pode perguntar o porque de falarmos do funk carioca se são inúmeros os meios de condicionar as massas para um "novo mundo", sim, existe a regra do sistema  ; criar o problema, divulgar, dividir opiniões, debater, gerar conflitos, instaurar o caos e depois apresentar uma "solução", mas o principal motivo, é que esse movimento está sendo considerado como "febre entre a juventude", nisto é que vejo a astúcia da conspiração, a juventude nos remete a uma projeção, nos faz pensar em um futuro, mas muitos não terão futuro, ou simplesmente terão o seu futuro comprometido, pois a juventude também se caracteriza pela imaturidade e imaturidade leva á irresponsabilidade, e a irresponsabilidade produz inconsequência, numa cadeia degenerativa rumo aos fracassos moral,  familiar, social e espiritual, vejo que  isso é um desserviço irreparável.

Sei que existem causas prioritárias para se tratar, tentar admoestar a respeito dessas coisas pode parecer uma questão primária que não precisa de muita ênfase, por se tratar do curso natural desse mundo, um modismo que vai passar...ôpa...vou interromper o raciocínio por que me ocorreu algo nos "tico e teco".

Moda é algo transitório, de época, passageiro, mas sempre que algo sai de moda, existe uma manutenção, ou inventam outra coisa, ou voltam com uma moda antiga "sete vezes ou mais, pior que a original", sem contar o estrago que deixa no tempo em que passa, por isso pensamos:
Será que vão inventar algo pior? Certamente, é tendencial. Sinceramente não consigo imaginar algo pior, mais sei que já trataram disso e peço a Deus que nos prepare para suportar esses infortúnios.

Essas ferramentas malignas são arrebatadoras, crianças que ainda não aprenderam a falar uma frase inteira cantam e dançam com todos os trejeitos e gestos que fazem parte de uma subversão que, na minha opinião, não deveria passar pela  porta do cabaré a fora, mas agora está escancarado e instaurado dentro dos lares, um método sorrateiro investindo na juventude, sim, os filhos das trevas são mais astutos e desprovidos de limites morais, investem com empreendedorismo sabendo que vão colher os frutos sem dúvida, em raras exceções, essas coisas podem trazer algum "proveito útil" se é que podemos enxergar utilidade nisto, mas quero dizer que alguns vislumbram um caminho menos nocivo.


                           


" Nóis manda um som mais consciente, praaaa...pra tirar os olhos de muita gente que critica o nosso fanqui, nosso fanqui pede paz..."

Sinceramente, admiro a "boa vontade" da direção jornalistica em procurar coisas positivas pra tentar mostrar que existe o "lado bom", mas infelizmente, este movimento denominado "permitidão" é minoritário, não expressa a massificante realidade trágica. Esta "boa vontade" é tendenciosa quando reparamos a interrupção da fala do fanqueiro pela repórter, que por sua vez, se prontificou a esclarecer melhor o que tentou dizer o rapaz:

"...ele se refere ao funk carioca que incita o sexo, a violência, e faz apologia ao tráfico de drogas...(proibidão)...

Será que essa reportagem também foi veiculada para o Rio de Janeiro ? Óbvio que não, pois apesar de ter sua concentração inicial nos morros cariocas, São paulo e todo o Brasil estão contagiados, e os que não se contagiaram com essa "febre" (me incluo) são no minimo condicionados a receber como normal um movimento depreciativo como este, não se pode aconselhar a terceiros, nem repreender e muito menos condenar abertamente sem que haja hostilidade, falo por que já tentei sem sucesso concreto. A realidade a respeito disso é profundamente tenebrosa.


                                

A posição do âncora do telejornal é questionável, mas cada um interprete como entendeu, só o que sei é que as imagens são reais, e as interpreto como não sendo caso isolado, e falta de respeito é o fator mínimo que pode ser levado em consideração neste contexto, pois particularmente, vejo que este não é um mero modismo passageiro como vislumbrei no começo do artigo, mas ouso a afirmar que este é um movimento cancerígeno, sim, a febre é apenas um sintoma de um mal crônico em nosso meio, quando me referi que a realidade é profundamente tenebrosa, não fui simplesmente extremista ou sensacionalista, pois tente pensar nas consequências comportamentais e mentais que são parâmetros para uma formação de um futuro próximo, não é uma geração consciente do estrago que fazem e nem tão pouco espero que esta consciência possa aflorar para uma recuperação, de forma que reverta esta realidade fria.

Sugiro que busquemos sabedoria para saquear esse inferno, persuasão que venha do céu pelo Espirito de Deus, para que possamos ajudar a alguns se desviarem da conformação humana com as veredas das trevas.

E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.  Romanos 12:2.

5 comentários:

  1. uma mazela igualmente como o carnaval
    acho q nem tem diferença

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  2. Ontem, acidentalmente assisti, na novela das 9 da Rede Podre de Televisão, fizeram apologia ao funk através daquela garota funkeira (Recanto de Sol). A garota ia fazer um videoclipe pra postar na net, onde ela falava que era virgem (sem ser de signo) e dançava cantando uma letra pornográfica. O pai dela (o tal do Balthazar) ficou revoltado com razão e inverteram os valores ali, colocando o pai como errado em querer atrapalhar o sonho da filha. E que sonho hein (cantar fazendo apologia a putarias, danças com insinuações sexuais, fazendo a mesma bosta que a maioria...)?
    Se ela fizesse um funk politicamente correto, tudo bem né (funk baseado nos bons costumes não existi pelo que vejo)?

    Mas é isso aí, é a Rede Podre estragando ainda mais a juventude nacional, invertendo e destruindo valores. Meus parabéns aos cantores "gospel" (gado evangélico) e religiosos (gado católico, espírita, etc.) que compactuam com essa emissora...

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    1. @ Observador,Existe um lado mais profundo que tentei passar nesta postagem e tu foi bem na ferida, não sei se já viu o artigo chamado compartilhando devaneios-inversão de valores.


      http://simplesovelha.blogspot.com/2012/01/ca-estamos-novamente-neste-bendito.html

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