quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O APOCALIPSE SEGUNDO O APOCALINK: A REMOÇÃO DO VÉU - Parte 5


Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer.
Apocalipse 1:1

Alguns chamam este livro "A Revelação de São João Divino". Mas isso é incorreto. Seu título divino é "A Revelação de Jesus Cristo". A palavra grega apokalupsis significa revelação ou "remoção do véu". Assim, Jesus Cristo está desvelando o curso de acontecimentos futuros da mesma ma­neira que nós abriríamos a cortina para ter a visão de um palco. Também pode significar afastamento do véu de maneira que nos permita ver o ros­to. Com relação a esse livro, ambas as descrições são válidas, pois Jesus Cristo está desvelando os acontecimentos de modo que possamos ver o que está no futuro. No futuro, também, todos verão o rosto do Messias. Durante séculos, o Apocalipse tem permanecido um enigma. Até mesmo estudiosos da Bíblia o compreendem muito pouco. Muitos dos aconteci­mentos pertinentes aos últimos dias deste mundo como o conhecemos estão enunciados nesse livro. Outras passagens proféticas tanto do Anti­go quanto do Novo Testamento nele se realizam. O profeta Daniel rece­beu muitas informações relativas ao final dos dias. Depois de ele ter registrado essas informações, Deus instruiu-o a "selar as palavras desta profecia até o final dos tempos". Creio que é por essa razão que poucos conseguiram decifrar seus segredos.
Mas agora o Apocalipse está começando a desvelar-se. E, ainda que contenha descrições de caos e de holocaustos, o próprio Messias nos as­segura de que somos bem-aventurados se lermos ou ouvirmos essas pa­lavras.

Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as pala­vras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo es­tá próximo.
Apocalipse 1:3

Muitos ministros e professores de religião empregam grande parte do seu tempo ensinando os textos dos Evangelhos e as Epístolas e, con­tudo, deixam de lado o Apocalipse. Isso é um paradoxo, porque nesse último livro da Bíblia, o próprio Jesus fala-nos diretamente, pois é a re­velação d’Ele.
Nesta seção me esforçarei para sintetizar alguns dos acontecimentos profetizados nesse livro. Não é tarefa fácil, já que o texto é de difícil de-codificação. Entretanto, farei o possível para explicar as partes inteligíveis e fazê-las condizer com outras profecias paralelas das Escrituras.
Ao largo da costa sudeste da Turquia há uma pequena ilha de nome Patmos. Lá o apóstolo João foi encarcerado por sua pregação da ressur­reição do Messias. Os romanos tinham uma pedreira nessa ilha e João provavelmente cumpriu sua pena lá. Àquela altura ele era um homem velho, já com seus 90 anos. Foi nesse local que ele recebeu a Revelação e foi instruído a anotar tudo que viu e ouviu. No versículo um do capí­tulo quatro está declarado:

Depois disso, tive uma visão: havia uma porta aberta no céu. E a primeira voz que ouvira falar-me como de trombeta, disse: "Sobe até aqui, para que eu te mostre as coisas que devem acontecer de­pois destas."

E ele prossegue dando detalhes do que ele viu nesse outro lugar cha­mado "Céu". É um espetáculo espantoso. Ele vê um trono e Quem nele está sentado é Iahweh. Esse trono está rodeado de 24 outros que estão ocupados por Anciãos. Quem são esses Anciãos, não sabemos, mas eles fazem reverência a Iahweh e o adoram.
Depois disso, João nos conta, ele vê na mão direita dAquele que es­tá sentado no trono um pergaminho escrito dos dois lados. Esse perga­minho está lacrado com sete selos. Mas quem é digno de abrir os selos e olhar dentro? João chora porque nem no Céu nem sobre a Terra podia ser encontrado alguém capaz de abrir o pergaminho e olhar dentro.
Então João vê um Cordeiro no meio do trono. O Cordeiro toma o pergaminho da mão direita d’Aquele que está sentado no trono. E então todos os Anciãos cantam:

"Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação."
Apocalipse 5:9
Então o trono foi rodeado de 10.000 vezes 10.000 anjos (que são cem milhões desses homens sobrenaturais) e começaram a cantar em louvor d’Aquele que está sentado no trono e do Cordeiro, que é Jesus.
No capítulo 6, João observou enquanto o Cordeiro abria o primeiro dos sete selos:

Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer. O Cordeiro abriu o segundo selo. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da Terra para que os ho­mens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma gran­de espada.
O Cordeiro abriu o terceiro selo, e eis um cavalo preto e o seu ca­valeiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz que dizia: "Uma medida de trigo por um denário; três medidas de ce­vada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho." O Cordeiro abriu o quarto selo. Olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado morte: e o Inferno o estava se­guindo.
E foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da Terra para ma­tar à espada, pela fome, pela peste e por meio das feras da Terra.
Apocalipse 6:2-8

Estes, às vezes, são chamados de Os Quatro Cavaleiros do Apoca­lipse. Mas que significa tudo isso? Para descobrir, voltemos à passagem paralela em Mateus, capítulo 24.
De acordo com o Messias, as primeiras coisas para as quais devere­mos ficar de olhos abertos, são os falsos profetas e os falsos cristos. Mui­tos sairão para enganar a muitos, disse ele. Ele também nos disse que devemos nos precaver contra o grande impostor que diria "Eu sou o Mes­sias" (Mateus 24:5). Este é o Anticristo que surgirá no cenário político mundial logo depois do Arrebatamento. Ele se colocará na vanguarda co­mo aquele que pode trazer paz a um mundo à beira da guerra e da de­sordem. Os povos do mundo saudarão esse homem com os braços abertos. Acreditarão que terão de unir-se sob a liderança de um forte di­tador que pode trazer a paz. Isso explica por que vemos o primeiro ca­valeiro aparecer num cavalo branco portando um arco sem flecha, pois esse homem prometerá paz e reconciliação. Será ele quem intermediará um acordo de paz entre Israel e as nações árabes assegurando-lhes pro­teção. Isso assinalará o início dos sete anos de Tribulação, segundo o pro­feta Daniel (Daniel 7:27). Um período enganoso de paz e estabilidade virá a seguir. Até mesmo os judeus confiarão nesse poderoso líder polí­tico. Porém, ainda que todos amem esse homem e acreditem que estão in­gressando numa nova era de paz mundial, o mandato dele terminará no maior holocausto militar já testemunhado na Terra.
De maneira que o cavaleiro do cavalo branco é o Falso Cristo, tam­bém chamado de o Homem do Pecado, o Filho da Danação Eterna, o An­ticristo.
A maneira como as coisas estão evoluindo politicamente no mundo mostra-nos que o cenário está sendo construído para um governo mun­dial único. Quem teria imaginado, há apenas alguns anos, que a guerra fria terminaria? Quem poderia ter intuído o colapso total do comunismo na Rússia e na Europa oriental num tempo tão breve? O panorama polí­tico mundial alterou-se quase da noite para o dia. Agora a democracia empolga o mundo inteiro com promessas de liberdade e prosperidade para todos. A democracia é o veículo e o dinheiro é o combustível que promete entregar à humanidade esse futuro melhor. Essa será a promes­sa do cavaleiro que monta o cavalo branco.

E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro foi dado tirar a paz da Terra para que os homens se matassem uns aos outros; tam­bém lhe foi dada uma espada.

O segundo sinal do qual Jesus falou em Mateus 24 foi: "Ouvireis fa­lar de guerras e rumores de guerra... Nação se levantará contra nação, e reino contra reino." Isso se relaciona diretamente com o cavaleiro do cavalo vermelho, pois no período da Grande Tribulação, depois de uma pretensa paz que terá uma duração muito curta, se estabelecerá o caos total. No presente, o mundo está numa encruzilhada perigosa. Há centenas de conflitos acontecendo e centenas mais fervilhando sob a superfície, esperando sua vez de eclodir. Quando o cavaleiro do flamejante cavalo vermelho tiver via livre, todas essas tensões adquirirão aparência de rea­lidade, e a guerra e a matança atingirão uma escala que ninguém sequer imaginaria.

O Cordeiro abriu o terceiro selo, e eis ali à minha frente um cava­lo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi como que uma voz que dizia: "Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho."

Podemos relacionar essa passagem ao terceiro sinal dado pelo Mes­sias quando ele profetizou os últimos dias: haverá fomes. O cavaleiro do cavalo preto distribui essas fomes. A cor preta sempre significa fome. E o ato de pesar o pão sempre significa escassez. Muitas fomes já foram profetizadas na Bíblia. Veja-se a história de José e sua túnica talar de vá­rias cores. Quando o Faraó teve um sonho, não conseguiu encontrar pes­soa alguma em sua corte que soubesse interpretar o sonho. Consultou seus adivinhos, médiuns, quiromantes, e astrólogos. Mas eles eram des­tituídos de informações úteis, assim como, nos dias atuais, seus correla­tos são destituídos da verdade.
E então o Faraó mandou chamar José e perguntou-lhe se podia in­terpretar o sonho. José respondeu que não, mas disse que Deus lhe daria a resposta. O Faraó repetiu o relato do sonho a José. No sonho, o Faraó havia estado na margem do Nilo quando sete vacas gordas e saudáveis saíram do rio. Estas foram seguidas por sete vacas magras que engoliram as vacas gordas.
Depois ele viu sete espigas de milho maduras e saudáveis que ha­viam brotado da mesma haste. E depois destas vieram sete outras espi­gas franzinas e fustigadas pelo vento leste. As sete espigas franzinas en­goliram as sete espigas sadias.
José disse ao Faraó que os dois sonhos tinham o mesmo significa­do. O Egito ia experimentar sete anos de grande abundância de alimen­tos. Mas a esses se seguiriam sete anos de fome. A escassez de víveres devastaria a terra e os sete anos de abundância seriam esquecidos devi­do à inclemência da fome.
José sugeriu ao Faraó que escolhesse um homem para supervisionar a economia durante os sete anos bons. Esse homem construiria arma­zéns e guardaria um quinto da colheita durante cada um dos sete anos de fartura de maneira que, ao tempo dos anos de penúria, teriam alimento suficiente para sustentá-los.
O Faraó ouviu a interpretação e compreendeu seu significado. Tam­bém compreendeu que fazia sentido seguir o conselho de José. E assim, deu a tarefa a José. Elevou-o a tal ponto que só o Faraó estava acima de José na hierarquia do império egípcio. Começando do mais humilde en­tre os humildes na prisão do Estado, José foi elevado ao segundo cargo mais alto da nação. E tudo porque confiava em Iahweh.
Posteriormente, a história confirma que tudo aconteceu exatamen­te da maneira que José havia predito. Depois dos sete anos de abundân­cia, seguiram-se sete anos de pungente escassez de víveres. Durante esse período, todos os países circunvizinhos imploraram ao Egito que lhes vendesse comida. Isso fez com que o Egito acumulasse muito ouro e tesouros desses países. É um fato histórico.
Agora o cavaleiro do cavalo preto indica que há uma escassez de ali­mentos a caminho. O leitor poderá zombar dessa probabilidade ou acre­ditar nela. O Faraó foi suficientemente prudente para levar a sério a interpretação do sonho e tomar medidas para evitar a tragédia.
Creio que o cavaleiro do cavalo preto está prevendo um grande ho­locausto econômico, uma época em que o salário de um dia vale uma simples medida de trigo e três medidas de cevada. De uma maneira ou de outra, isso descreve o colapso dos sistemas econômicos e monetários do mundo. Hoje em dia, por toda parte, podemos ver sinais desse iminente colapso financeiro.

O Cordeiro abriu o quarto selo. Olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado morte; e o Inferno o estava se­guindo.
E foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da Terra para ma­tar à espada, pela fome, pela peste, e por meio das feras da Terra.
Apocalipse 6:8

Esse é o quarto castigo mencionado por Jesus em Mateus 24:7. É o castigo da "pestilência". A palavra grega aqui empregada é thanatos, que significa morte, causada nesse caso por pestilência e doença. "Pestilên­cia" é seguida de túmulo (Hades). Palavras que ocorrem juntas, já que a segunda é consequência da primeira. Hades segue o cortejo da morte por­que a morte termina no túmulo. Guerras, fomes, e a pestilência resul­tante são os meios empregados pela morte e são sempre seguidos de uma consequência comum - entrega ao túmulo.
Já discutimos anteriormente o imenso problema da atualidade que é a disseminação de pestilência e doenças. Contudo, o que estamos ven­do agora é nada comparado à devastação que será desencadeada na Gran­de Tribulação, pois segundo predições, metade da população mundial morrerá em consequência de guerras, fomes, pestilencias e doenças que esses Cavaleiros da Revelação representam. Em cifras atuais, isso signi­fica que aproximadamente três bilhões de pessoas morrerão.
Mais uma vez, urge que ouçamos as palavras do Messias:

Quando começarem a acontecer estas coisas, erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação.
Lucas, 21:28

Não está manifestamente óbvio que essas profecias, escritas há quase dois mil anos, estão se desenrolando perante os nossos olhos? Disseram-nos que esses acontecimentos poderiam ser comparados ao trabalho de parto de uma mulher. As contrações tornam-se mais frequentes e mais vio­lentas à medida que o momento do nascimento se aproxima. Do mesmo modo, veremos essas convulsões tornarem-se mais frequentes e mais vio­lentas à medida que nos aproximamos dos sete anos da Grande Tribulação.
Desse modo, este mundo inevitavelmente terá de passar pela ansie­dade, dor e banho de sangue da Grande Tribulação antes de ressuscitar para a liberdade do Paraíso Recuperado.
Nas palavras de Jesus:
Porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tu­do seja realizado.
Mateus 5:18

3 comentários:

  1. É por isso que tenho certeza de que as conspirações são reais, pois estão diretamente ligadas ás profecias biblicas para a vinda de Nosso Senhor.
    Digo isso porque tem pessoas que pensam que a teoria da conspiração é coisa da cabeça de crente, que é paranóia, querem que desliguemos as conspirações das escrituras, como por exemplo dizendo que existe outra forma de se salvar sem que estejam do lado de Jesus (porque não creem), mas também não querem associar essas realidades.
    Creio que só o corpo de cristo pode oferecer resistência, e mesmo assim, uma resistência espiritual, saqueando o inferno ganhando almas.

    MAIS UMA ÓTIMA POSTAGEM!!!

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  2. Gostaria que vocês fizessem um post sobre o nome de Deus e o nome de Jesus desde já agradeço e parabens por mais uma ótima serie

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  3. Clinton, vamos verificar, embora , pessoalmente não ligue muito pra isto, vide deficientes surdos, mudos, ou cegos,o nome do qual não podem pronunciar ou ouvir o nome de Deus...

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