sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O APOCALIPSE SEGUNDO O APOCALINK: A VISÃO DA CIDADE CELESTIAL- Parte 11


Há vida inteligente em outros planetas? Eis uma questão que suscita muitos debates e especulações. Pelo fato de haver bilhões de estre­las e planetas espalhados como poeira através da vasta planície do infi­nito, certamente as leis da probabilidade sugerem que tem de haver um outro mundo lá longe com algum tipo de vida. Que espécie de vida po­deria ser? Haverá alienígenas ou extraterrestres de aspecto esquisito lá fora vigiando-nos e aguardando a oportunidade de invadir nosso plane­ta e acabar conosco? Ou seremos cobaias involuntárias de alguma espé­cie de experimento cósmico posto em prática por uma inteligência superior que está nos estudando de maneira muito semelhante à nossa de observar um peixinho dourado num aquário?
A resposta à primeira pergunta é sim, existe realmente vida inteli­gente lá fora. Mas não é do tipo de alienígenas ou ET. Existe uma espé­cie de universo paralelo do qual nos fala as Escrituras e do qual tentarei esboçar uma descrição neste capítulo. Muita gente imagina Deus e o céu de uma maneira obscura, etérea e intangível. Essas pessoas não têm qual­quer ideia de quem ou o que seja Iahweh ou onde Ele se localiza. Mas se examinarmos cuidadosamente as informações disponíveis, nossa pers­pectiva sobre isso torna-se muito mais clara.
Pouco antes do seu sofrimento e morte, o Messias procurou con­fortar seus discípulos renovando neles a confiança de que se reuniriam no futuro. A essa altura, seus apóstolos e discípulos sabiam muito pou­co, e compreendiam ainda menos, do que Ele dizia. Foi só mais tarde, de­pois dos acontecimentos pelos quais passariam no Pentecostes, que eles juntaram as peças do quebra-cabeça e se deram conta do que estava acon­tecendo. Em João 14, o Messias lhes diz que está indo para o Pai:

Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos um lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, pa­ra que, onde eu estou, estejais vós também.
João 14:2,3

O Messias afirma claramente que está indo para a casa do Pai, onde vai preparar um lugar para eles, isto é, seus apóstolos e discípulos e to­dos que confiam nele e o seguem. Ele lhes assegura que essa casa tem muitos aposentos para acomodar todos os convidados que lá chegarão um dia. E ele diz que não apenas está indo para essa casa, mas que vol­tará no futuro para levá-los com ele. "Para que onde eu estou, estejais vós também."
Se aceitarmos esses versículos pelo seu significado aparente, eles cla­ramente indicam que o Messias estava voltando à casa do Pai para prepa­rar um lugar para o seu povo, por quem, no devido tempo, ele viria outra vez à Terra. Isso se equipara ao "Arrebatamento" de 1 Tessalonicenses 4:15-18 que descreve a remoção dos crentes a fim de estarem com o Messias en­quanto os acontecimentos do Apocalipse estão se desenrolando.
Então, para onde foi o Messias? E onde está ele agora? Sabemos que em seu novo corpo espiritual ressuscitado, ele podia realizar feitos que transcendiam os limites físicos da carne e do sangue. Por exemplo, ele podia subitamente aparecer entre os apóstolos quando estes estavam num aposento trancado. Ele caminhou na estrada de Emaús com dois de seus discípulos por treze quilômetros e estes não o reconheceram senão quan­do ele sentou-se e partilhou o pão com eles. E então, quando se deram conta de quem ele era, o Messias desapareceu da vista deles. Em outra passagem, João 21, ele apareceu na praia enquanto Pedro e alguns dos ou­tros discípulos estavam pescando. Depois de labutarem a noite toda, na­da haviam apanhado. Mas Jesus disse-lhes que lançassem a rede novamente e foi tal o volume de peixes apanhados que não conseguiam puxar a rede para dentro do barco.
Quando alcançaram a terra, já o Messias estava assando alguns pei­xes (provavelmente teria consigo sua vara de pescar), e pediu que trou­xessem alguns dos peixes que tinham acabado de apanhar. E então ele preparou o alimento e, juntos, fizeram o desjejum. Quando Tomé soube que alguns dos outros tinham encontrado o Messias, ele disse que só acreditaria quando colocasse o dedo nos ferimentos de suas mãos e do seu lado. Posteriormente, Jesus chegou-se a Tomé e convidou-o a tocá-lo, e disse:
"Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Apalpai-me e verificai, porque um espírito (pneuma) não tem carne e ossos, como vedes que eu tenho." (Lucas 24:39)
Assim, embora o Messias fosse o mesmo homem depois da ressur­reição, seu corpo tinha assumido uma nova dimensão espiritual que o habilitava a realizar coisas maiores. A nós também foi prometido um cor­po semelhante no futuro. A questão é que Jesus era um homem. Comia, bebia e era de carne e osso. E partiu da Terra fisicamente, através dos céus, para ir ter com o Pai.
No Antigo Testamento, Abraão também ansiava por um lugar em que habitaria no futuro.

Porque ele (Abraão) aguardava a cidade que tem fundações, da qual Deus é o arquiteto e edificador.
Hebreus 11:10

Todos os profetas e homens de Deus mencionados nas Escrituras fa­laram de sua esperança de uma vida melhor no futuro. O versículo aci­ma fala de uma cidade futura com fundações cujo planejador ou arquiteto é o próprio Iahweh.
Semelhantemente, há uma passagem em 2 Coríntios que menciona uma morada celestial:

Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se des­fizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
2 Coríntios 5:1
O termo "edifício", aqui, é oikodome em grego. Assim, os dois ver­sículos acima descrevem uma cidade com fundações e uma casa no céu que não foi construída por mãos humanas, mas por Deus. Mas onde é o céu e onde estão localizados esses edifícios? Tecnicamente falando, qual­quer lugar acima da Terra é o céu. Igualmente, a amplitude que chama­mos de espaço, que aloja todos os corpos celestes, é o céu. Quando, do Monte das Oliveiras, o Messias foi elevado às alturas, diz-se que ele foi levado ao céu:

E, estando eles com os olhos fitos no Céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles. E lhes disseram: "Homens da Galiléia, que estais aí a contemplar o céu?
Esse Jesus, que vos foi arrebatado, virá do modo que para o céu o vistes partir.
Atos dos Apóstolos 1:10,11

Isso é confirmado na Epístola aos Hebreus, onde é afirmado que ele penetrou os "céus" (plural).

Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacer­dote que penetrou os céus, permaneçamos, por isso, firmes na pro­fissão de fé.
Hebreus 4:14

Assim como aconteceu com os "filhos de Deus" originais que cru­zaram o espaço para cair na Terra nos dias de Jared, Enoque e Noé, o Messias fez uma viagem de volta à cidade celestial e casa de seu Pai. Co­mo poderia ele fazer isso com um corpo composto de carne e ossos, con­forme demonstrou ao incrédulo Tomé? Não se pode esperar de nós que compreendamos isso, uma vez que não nos foi explicado cabalmente. Mas seres sobrenaturais são alheios às restrições físicas comuns da carne e do sangue. E enquanto os primeiros seres sobrenaturais caídos deixa­ram sua morada original e manifestaram-se fisicamente aqui na Terra, se­gundo Gênesis 6, o Messias superou a façanha deles ao voltar para essa cidade celestial.
Já dissemos anteriormente que as Escrituras parecem indicar a lo­calização dessa cidade onde está a Casa de Iahweh. O primeiro indício é dado na narrativa da queda de Lúcifer em Isaías 14, onde ele [Lúcifer] é citado desta maneira: 
"Acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu tro­no... nas extremidades do Norte" (Isaías 14:13). O Salmo 75:6 nos fornece mais informações relativas à morada de Iahweh e de Seu Filho:
Porque não é do Oriente, não é do Ocidente, nem do deserto que vem o auxílio.
Portanto, vem do Norte, o acesso celestial à casa ou mansão de Iah­weh, o lugar ao qual Satanás aspira. De maneira que é seguro pressupor que, ao partir dessa esfera, o Messias tomou rumo norte. A Estrela Polar é a única que permanece constante e imóvel. Assim, a próxima vez em que o leitor levantar os olhos para o céu estrelado, olhe para o norte e saiba que será desse quadrante que o Messias uma vez mais viajará pelo es­paço e tempo para dar início ao Arrebatamento.
Agora mesmo, no momento em que está lendo este texto, caro lei­tor, o Messias está presente em sua mansão celestial, sentado à mão di­reita do Altíssimo, Iahweh. Anteriormente, relatamos como Iahweh fez o homem à Sua imagem. Uma vez o Messias disse que quem o tivesse visto tinha visto o Pai. De maneira que, se o leitor puder imaginar o Mes­sias sentado à direita do trono de Iahweh, então talvez possa imaginar também a figura paternal. No capítulo 4 do Apocalipse, João descreveu o que viu dessa morada celestial:

... eis que havia um trono no céu, e no trono, alguém sentado... Ao redor desse trono estavam dispostos 24 tronos, e neles assen­tavam 24 anciãos, vestidos de branco e com coroas de ouro sobre a cabeça.
Apocalipse 4:2,4

Não sabemos quem possam ser os 24 anciãos; portanto, não vamos especular. Esses anciãos são mencionados diversas vezes no Apocalipse. Além desse grupo de anciãos e do Messias e de Iahweh, um complemento inumerável de anjos, mensageiros ou homens sobrenaturais habitam e prestam serviço neste lugar chamado "céu". Esse é o quadro pintado pa­ra nós relativamente à Cidade de Deus e à casa aonde o Messias foi para nos preparar um lugar. O lugar tem de ser muito grande, pois não ape­nas aloja esses milhões de seres sobrenaturais e seus Senhores, como tam­bém terá de receber todos aqueles que serão reunidos no Arrebatamento.
Estes formarão um enorme contingente, considerando todos os milhões que colocaram sua confiança e sua fé no Messias durante os últimos dois mil anos.
Na atualidade, calcula-se que existam 70 milhões de cristãos só nos Estados Unidos, e o número deles não para de crescer na China, na Áfri­ca, na América do Sul e em outras partes do mundo. De modo que um grande volume de pessoas desaparecerá da Terra "num abrir e fechar de olhos" (1 Coríntios 15:52) quando o Messias voltar por curto espaço de tempo para levar os que nele acreditam para esse lugar que ele está pre­parando para nós. Ficaremos lá por pouco tempo. A Grande Tribulação deverá durar sete anos; começará quando o Anticristo assinar um acordo de paz com Israel, e terminará com a Batalha do Armagedom. Poderá ha­ver um intervalo entre o Arrebatamento e o início dos sete anos da Tri­bulação. Não sabemos. Mas, ao final dos sete anos, voltaremos à Terra com o Messias para iniciar o reino milenar. Durante esses mil anos, Israel fará a partilha da Terra Prometida, que será dividida entre as 12 tribos. Ao término dos mil anos, haverá uma rebelião final, quando Satanás será li­bertado por breve espaço de tempo. Depois que essa rebelião for esmaga­da, a Terra será inteiramente destruída pelo fogo. Isso está registrado em 2 Pedro:

Ora, os céus e a terra de agora estão reservados pela mesma pala­vra ao fogo, aguardando o dia do Juízo e da destruição dos ho­mens ímpios...
O dia do Senhor chegará como ladrão e então os céus se desfarão com estrondo. Os elementos, devorados pelas chamas, se dissol­verão e a terra, juntamente com as suas obras, será consumida.
2 Pedro 3:7, 10

Depois dessa purificação pelo fogo, haverá um novo céu e uma no­va terra. Satanás e todos aqueles que não crêem, e cujos nomes não es­tão inscritos no Livro da Vida, serão lançados ao "lago de fogo" e sofrerão a "segunda morte". Depois que toda essa limpeza for efetuada, um novo regime será estabelecido. Todo pecado e morte e moléstias serão coisas do passado nesse novo céu e nova terra. E então a cidade santa, a Nova Je­rusalém, descerá à nova terra:

E vi um novo Céu e uma nova Terra, pois o primeiro Céu e a pri­meira Terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, que descia do Céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono que dizia: "Eis o taberná­culo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram."
Apocalipse 21:1-4

Essa é a esperança futura de todos aqueles que acreditam em Iahweh e no Messias. A história inteira não é mais que um prefácio a esse Paraí­so Reconquistado. É quando Iahweh finalmente vem à Nova Terra para ficar com seus filhos e habitar com eles. Foi dito: "Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles." Ele enxugará cada lá­grima dos olhos deles. Não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor, porque as coisas antigas terão passado.
Mas olhemos novamente para os dois primeiros versículos da ci­tação acima. O texto diz que João viu a Cidade Santa, chamada Nova Jerusalém, descendo do céu, literalmente, para pousar nessa nova ter­ra. É uma idéia tão fantástica que se faz necessário considerar suas im­plicações por um momento. Trata-se da cidade pela qual Abraão ansiava, cujo arquiteto e construtor é Deus. É a casa celestial, ou, pe­lo menos, aloja a casa da qual Paulo falou em 2 Coríntios 5:1. Era a es­sa casa que o Messias se referia quando disse a seus discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas... Vou preparar-vos um lugar..." (João 14:2)
No futuro, essa Cidade Santa, na qual Iahweh e o Messias e os 24 Anciãos e os milhões de anjos agora habitam, literal e fisicamente descerá dos céus e pousará nessa nova Terra. Que magnífica visão! O relato con­tinua e passa a descrever essa cidade e aqueles suficientemente privile­giados para viver nela:

Disse-me ainda: "Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Prin­cípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no la­go que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte."
Apocalipse 21:6-8

Aqui temos uma bênção e uma advertência ao mesmo tempo. Àque­les que crêem no Messias e nele colocam sua confiança, Iahweh dará li­vre e graciosamente da água da vida. Mas aos que não crêem, a segunda morte os aguarda.
Depois, João tem outra oportunidade de ver essa Cidade Santa.

E ele me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus.
A qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e sobre elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tri­bos de Israel.
Três portas se achavam a leste, três ao norte, três ao sul, e três a oeste.
A muralha da cidade tinha doze fundações, e estavam sobre estas os doze nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro.
Apocalipse 21:10-14

Mais uma vez o relato nos diz que a cidade desce do céu, vinda de Deus, para assentar-se na Terra. O número 12 permeia a configuração da intenção, visto que, na terminologia bíblica, 12 simboliza controle, go­verno, ou seja: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 signos do Zodía­co, 12 apóstolos etc. A passagem prossegue:

Ele mediu a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, me­dida de homem, isto é, de anjo.
A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade de ouro pu­ro, semelhante a vidro límpido. As fundações da muralha da cidade es­tão adornadas de toda espécie de pedras preciosas. A primeira funda­ção é de jaspe (verde-escuro e transparente com veios vermelhos); a se­gunda, de safira (azul-celeste, quase transparente); a terceira, de calcedônia (uma espécie de ágata ou ônix, branco azulado); a quarta, de esmeralda (um verde intenso); a quinta, de sardônica (mistura de cal­cedônia com cornalina, cor de pele); a sexta, de cornalina (provavelmente a cornalina, a vermelha é intensa); a sétima, de crisólito (de cor amarela ou dourada e transparente); a oitava, de berilo (uma cor verde­mar) ; a nona, de topázio (amarelo atualmente, mas verde pálido na an­tiguidade); a décima, de crisópraso (amarelo pálido e verde); a décima primeira, de jacinto (cor de chama vermelha-escura ou violeta); e a dé­cima segunda, de ametista (cor violeta).
As doze portas são doze pérolas, e cada uma dessas portas, de uma só pérola. A praça da cidade era de ouro puro, como vidro trans­parente.
Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro.
A cidade não precisa nem do sol nem da lua para lhe darem clari­dade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâm­pada.
As nações andarão sob a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.
As suas portas jamais se fecharão, porque nela não haverá noite. E lhe trarão a glória e a honra das nações.
Nela, jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pra­tica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.
Apocalipse 21:17-21
(fonte: E. W. Bullinger, Commentary on Revelation, Kregal Publications, p. 663)

Os pormenores dessa descrição são verdadeiramente extraordinários. O texto diz que não há necessidade de um templo nessa cidade porque Iahweh e o Messias são o seu templo. Também não há qualquer necessidade de luz, porque a glória de Deus é sua luz e o Cordeiro, Jesus, é sua lâmpada. Os portões das cidades antigas tinham de ser fechados para proteger seus ha­bitantes dos inimigos e dos perigos da noite. Mas nessa cidade futura, os portões permanecerão abertos o tempo todo, pois não haverá noite, nem haverá qualquer perigo para aqueles cujo nome estiver inscrito no Livro da Vida do Cordeiro. A narrativa continua com uma descrição do Rio da Vida:

Então o anjo me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do Trono de Deus e do Cordeiro no meio da praça da cidade. Em uma e outra margem do rio está a árvore da vida que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês a mês. E as fo­lhas da árvore são para a cura dos povos.
Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o Trono de Deus e do Cordeiro. Os Seus servos O servirão, contemplarão a Sua face, e na sua fronte está o nome dele.
Já não haverá noite. Eles não precisarão de luz de lâmpada, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reina­rão pelos séculos dos séculos.
E o anjo disse-me: "Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Se­nhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou Seu anjo para mos­trar aos Seus servos as coisas que em breve deverão acontecer."
Apocalipse 22:1-6

"Essas palavras são fiéis e verdadeiras." Temos a palavra do Messias e de seu Pai, o Altíssimo Iahweh, de que essas coisas com toda a certeza acontecerão. Aqueles que crerem, terão acesso à Água da Vida e à Árvore da Vida. Tudo que alguém tem de fazer para assegurar-se de que seu no­me seja incluído no Livro da Vida é aceitar pessoalmente Jesus Cristo co­mo o Senhor em sua vida e acreditar que Deus o ressuscitou dentre os mortos (Romanos 10:9,10). Quando alguém toma essa decisão muito pes­soal e realmente acredita, ele passa da morte à vida. Com essa atitude, tor­na-se candidato qualificado a participar do próximo grande acontecimento do calendário profético - o Arrebatamento - e também do futuro reino milenar do Messias e do Novo Céu e Nova Terra. E será aceito na Nova Je­rusalém, a Cidade Santa, que descerá à Terra vinda do Céu.

 Satanás, que é o Diabo e o Ad­versário, também conhecido por Lúcifer, a Velha Serpente, o Príncipe do Poder do Ar. Um dos principais empenhos de Satanás é tentar du­plicar aquilo que o Deus Verdadeiro criou. No Jardim do Éden, ele apa­receu como um glorioso anjo de luz a fim de enganar Eva. Depois somos informados de que seus ministros disfarçam-se de ministros da luz. As­sim, o anjo de luz no Éden era uma cópia de um verdadeiro mensagei­ro de Iahweh. Através da história da humanidade, desde os tempos do Antigo Testamento até os dias em que Jesus andou na Terra, e durante os últimos dois mil anos, o Diabo tem enganado as massas com sua fal­sa religião. No Apocalipse vindouro, o Anticristo morrerá de um feri­mento na cabeça e será então ressuscitado dentre os mortos pelo poder de Satanás. Será uma imitação espalhafatosa da ressurreição do Messias. Por causa de sua própria natureza, Satanás está incessantemente empe­nhado em atos de impostura e sempre tenta duplicar, copiar, macaquear e imitar o que Iahweh faz.

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