quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Notícias de uma Guerra Particular

Este violento documentário, de 1999, dirigido pelo cineasta João Moreira Salles e pela produtora Kátia Lund, mostra a origem do Comando Vermelho e como eram as favelas do Rio antes das UPPs e milícias, nos anos 1990.



Certamente esse documentário está na gênese do aclamado Cidade de Deus. Já que Kátia Lund co-dirigiu ambos. A guerra particular do título se refere ao combate urbano com munições traçantes viajando entre as favelas apesar de não haver uma "guerra civil" na cidade.

Esse curto vídeo mostra o triângulo nada amoroso entre favelados, traficantes e policiais. Personagens da linha de frente do confronto armado. Contém cenas de fortes de violência e nudez.

Parte 1


O documentário mostra a origem do Comando Vermelho. O qual foi organizado por presos políticos de esquerda colocados junto com os presos comuns no presídio de Ilha Grande, durante o regime militar.

Acreditando que talvez os presos políticos fosse diluídos em meio à massa de marginais (na proporção de 5 para 60) ocorreu que a minoria contagiou a maioria o que acabou sendo a origem do crime organizado no Brasil.

O documentário mostra a origem do Comando Vermelho. O qual foi organizado por presos políticos de esquerda colocados junto com os presos comuns no presídio de Ilha Grande, durante o regime militar.

Acreditando que talvez os presos políticos fosse diluídos em meio à massa de marginais (na proporção de 5 para 60) ocorreu que a minoria contagiou a maioria o que acabou sendo a origem do crime organizado no Brasil.
Parte 2


Quando a gente mata o inimigo (a polícia) a gente solta fogos. Dá até "surrasco" e tudo. Festa.



As mulheres, principalmente as cocotas lá debaixo (cidade). Parecem que tem atração em ver os jovens com a arma pesada na mão. Elas ficam loucas.



Às vezes, quando um garoto da comunidade é preso. Invés deles descerem e levar o garoto para delegacia, eles levam mais para cima do morro. As mulheres, mãe, primas, irmãos têm que ir atrás. Para evitar que aconteça qualquer coisa. Por nessas alturas você imagina que o garoto pode estar sofrendo alguma agressão ou alguma execução.


Às vezes os policiais não sobem para prender. Mas sobem para matar.

Você quer uma polícia que não seja corrupta? Isso é fácil. Não é difícil.



Tem dezenas de jovens que não estão no "movimento" que estão esperando na fila a vez para entrar no "movimento".



E a polícia vive essa guerra particular onde você mata um traficante, o traficante fica com ódio da polícia. Eles matam um policial você fica com ódio do traficante e a coisa vai nesse nível. É uma guerra quase que particular.


[Via BBA]

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