quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Arqueólogos acreditam que Jesus tenha sido crucificado de maneira diferente

Não é exagero afirmar que a cruz é o alicerce  do cristia­nismo. Instrumento dantesco na mão dos romanos, utilizado como pena capital contra escravos e revoltosos, ela ganhou contornos de altruísmo por volta das 15h da Sexta-feira da Paixão do ano 30, quando Jesus de Naza­ré teria morrido pendurado em duas estacas de oliveiras nodosas em forma de "t". Seus discípulos não estariam ao pé do calvário. Mas as primeiras linhas escritas pelos quatro evange­listas para perpetuar os ensinamentos desse homem que cresceu na Galileia relatavam justamente os episódios de sua Paixão e morte.


Não é de se estranhar, portanto, que, quase dois mil anos depois, a iconografia símbolo do cristianismo esteja apoiada na figura de um Jesus magro e frágil, com barba, pouca roupa, coroa de espinhos e preso a uma cruz pelas palmas das mãos e peitos dos pés. Mas essa imagem de Cristo no ato de seu suplício estaria fiel à história? "Não", opina o especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém Rodrigo Pereira da Silva. "Acredito na hipótese de que Jesus tenha sido crucificado sentado, apoiado em uma madeira que existia na cruz abaixo de seu quadril, com as pernas dobradas para a direita, nu e sem a coroa de espinhos", diz. Professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), Silva faz essa afirmação baseado, principalmente, em pistas deixadas pelos textos bíblicos e pela literatura romana. O acesso a especulações sobre a real posição de Jesus na cruz (quadro a seguir) tem sido cada vez mais possível graças a algumas obras escritas por especialistas em religião do Oriente Médio. Lançadas recentemente, elas trazem a discussão em torno dessa questão, difundida no meio acadêmico, para perto do grande público.

Em "Os últimos Dias de Jesus - a Evidência Arqueológica" (Ed. Landscape), o arqueólogo Shimon Gibson, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), escreve que, "para prolongar a agonia e o momento da morte, os romanos posicionavam a vítima em uma espécie de as­sento de madeira, ou suporte de forquilha, na metade inferior da cruz". Havia um motivo. Sem essa espécie de apoio, o corpo tombaria e a morte por asfixia ocorreria mais rapidamente. A intenção, portanto, era dar à vítima a possibili­dade de ela respirar para que tivesse uma sobre­vida e sofresse por mais tempo antes da morte.

"A pessoa morre mais lentamente por asfixia dolorosa, porque os músculos do diafragma vão parando de funcionar até que ela deixe de respirar", explica John Dominic Crossan, pro­fessor de estudos bíblicos da Universidade DePaul (EUA), no livro "Em Busca de Jesus" (Ed. Paulinas). Esse tipo de assento é descrito, ainda, pelo historiador espanhol Joaquín Gon­zalez Echegaray, do Instituto Bíblico e Arqueo­lógico de Jerusalém, em "Arqueología y Evan­gelios" (Ed. Verbo Divino), como uma espécie de "conforto" com objetivo cruel.

Detalhes de como os braços e as pernas de Cristo foram posicionados não são fornecidos pelos evangelistas. "Os soldados romanos, que teriam o que falar, não tinham interesse. E os discípulos, que deveriam escre­ver, não tinham os dados", diz Pedro Lima Vasconcellos, professor de pós-graduação de ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
As pistas, então, são fornecidas pela ciência.

Em 1968, uma ossada de um homem que viveu no século I foi encontrada em Jerusalém. Sua car­tilagem próxima ao calcanhar direi­to apresentava um prego de ferro de 11,5 cm de comprimento preso a uma madeira. É a única vítima de crucificação descoberta por arqueólogos até hoje. "Se trabalharmos com a hipótese de que um único prego estaria atravessando os dois pés, pela forma como a ossada foi encontrada, as pernas estariam flexionadas para a direita", diz Silva, da Unasp. Segundo o historiador André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o que há de histórico no relato da Paixão de Cristo são a prisão e a crucificação. "O que ocorreu no meio e depois são relatos teológicos que passam pelo exercício da fé", diz ele. "Se ele morreu pregado ou amarrado, estendido ou sentado são detalhes para aumentar ou diminuir a dramaticidade."

Milhares de crucificações foram patrocinadas pelos romanos. A de Jesus foi a única que se perpetuou. Como pode um herói morrer de uma forma tão humilhante e seu nome viajar por gerações. Para a ciência, ele ainda é um quebra-cabeça, com muitas peças desaparecidas. Mas não há mistério em um ponto: ele deu novo signifi­cado à cruz, hoje objeto de salvação e confor­to espiritual, não de tormento .


 Jesus na cruz - clique na imagem para ampliá-la


CRISTO NA CRUZ

Com base em descobertas arqueológicas, escritos dos evangelistas e na literatura romana, especialistas sugerem como Jesus teria passado as últimas três horas de vida na Terra.
Fonte:www.yesachei.com

15 comentários:

  1. Não há provas que Jesus tenha existido, e nem existiu mesmo, não passa de uma lenda, quem garante que não foram os próprios Illuminati o criaram?

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    1. Então vc não passa de uma lenda meu irmão!
      O SENHOR fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal.
      Provérbios 16:4

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  2. Muitas coisas a respeito de Jesus e das escrituras ainda se manifestarão nesses tempos para que a cada momento surja mais e mais linhas de raciocínios que dividirão opiniões e confundirão a muitos. Creio que Nosso SENHOR espera que seus santos mantenham suas bases para fazer parte da consumação, e ainda corrigindo as mazelas para o último ato.

    Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. Apocalipse 22:11.

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  3. Olá, boa tarde!

    Obrigado pela colaboração. Valeu por ter colocado a fonte na postagem: Arqueólogos acreditam que Jesus tenha sido crucificado de maneira diferente

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  4. Os arqueologos e historiadore estão chegando á conclusão de que Jusus de nazaré(Cristo),foi pregadoem um madeiro ou poste e não na cuz que conhecemos atualmente,é só pesquisa um pouca á respeito do assunto que vocês veram que Jesus não foi pregado na cruz que conhecemos e sim em um poste pois segundo os especialistas ao traduzi á palvra original para cuz ouve um erro de tradução.

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  5. É triste quando me deparo com um incrédulo, sinto que o tal se quer possa conceber sua própria existência!
    Só digo que é duro para qualquer um recalcitrar contra os aguilhões.

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  6. os testemunhas de jeová afirmam segundo seus estudos e a tradução da biblia (propria deles) e a palavra grega traduzida correta seria madeiro e não cruz.
    inclusive existem outros estudos sobre estes procedimentos dos romanos que apontam que seria mesmo um poste de madeira e não uma cruz, até pela facilidade, a cruz seria muito trabalhosa para ser usada, além de ser um simbolo usado em outras culturas e com outros fins.
    outro detalhe que o cristão deve cuidar é que, com o passar do tempo, foram incluidos e usados muitas formas simbólicas nas mensagens, cuidado, está é uma tática da maçonaria.... veja-se o exemplo de certas igrejas "evangelicas" que vendem simbolos e amuletos.... oleos, rosas, sais, martelos, etc.... entre Deus e o homem, não pode haver nada, nem ninguem...
    e veja-se, que cristo, não se posiciona entre, mas como parte dele, este intendimento modifica a compreensão de cristo, tirando ele como simbolo e tornando-o parte ou essencia do espirito.

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    1. Existe um templo católico em S.P chamado comunidade rita de cássia, e atrás do altar tem uma imagem gigantesca, onde o suposto Jesus foi desenhado amarrado num poste de madeira, não era branco e tinha cabelos curtos.Também existem traduções de Almeida que se referem á madeiro.

      Mas a bíblia faz muita referência á crucificação,então, como os testemunhas de jeová adaptaram tantas referências á cruz em que a bíblia nos revela?

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    2. Juliano, aqui tem algum material que voce mesmo poderá conferir e tirar suas conclusões.... e prefiro continuar acreditando que isto é um detalhe proposital, mas faz muita diferença, pois muitas pessoas focam no símbolo... e se apegam a ele

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  7. aqui tem um desenho feito entre 1540 e 1600....

    cuidem do que se ensina, ou melhor não repitam simplesmente....

    existem muitas incorreções nas traduções e nas interpretações muito mais ainda

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  8. aqui tem um bom conteudo e com uma análise bem detalhada, com referencias e registros historicos

    http://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2010/09/01/cruz-ou-estaca/

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  9. aqui temos outro trabalho, mais antigo entre 1430 e 1470, mostra o mau ladrão

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  10. já aqui temos, talvez a mais antiga imagem da crucificação, data de 200 dc, e seria de autoria de soldados romanos

    http://www.mare.art.br/detalhe.asp?idobra=2746

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  11. aqui temos o tetragramatron maçon, dentro da capela no palacio de versalhes na frança

    http://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=File:Tetragrammaton_at_5th_Chapel_of_the_Palace_of_Versailles_France.jpg

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  12. aqui temos a capela (maçonica) de santa madalena em veneza

    http://lusophia.wordpress.com/2010/05/02/a-maconaria-em-veneza-por-vitor-manuel-adriao/

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