domingo, 25 de setembro de 2011

Como nos dias de Noé, o retorno dos Nefilins- Parte 17 : Os Guardiões

MONUMENTOS, PINTURAS, TEXTOS ANTIGOS  E A BÍBLIA SAGRADA PARECEM PROVAR A PRESENÇA DE SERES DIFERENTES DE NOSSA RAÇA DENTRO DE NOSSAS CULTURAS...
QUEM ERAM?
DE ONDE VIERAM?
QUAL ERA SUA MISSÃO?
ELES IRÃO RETORNAR?

COMO NOS DIAS DE NOÉ: O RETORNO DOS NEFILINS!

Eu gostaria de encerrar esta seção mencionando outros detalhes de in­formação que podem lançar mais luz sobre o tema em questão. Nos capítulos anteriores falamos da possibilidade de que a engenharia gené­tica ou modificação genética possa ter sido praticada em tempos antigos. No Egito, também, temos indícios que sugerem a possibilidade de que is­so tenha ocorrido se aceitarmos as gravações em pedra e outros registros pelo que aparentam ser. Pode-se dizer o mesmo com relação a muitos dos impérios que existiram antes e depois do Dilúvio.



Observemos a Figura 15. É um entalhe que data da época de Salmanasar III, um rei assírio, e foi esculpida num obelisco. Se esses seres não são reais, por que os artesãos e seus soberanos se dariam a tanto tra­balho para realizá-la? Afinal de contas, a produção dessas imagens em detalhes tão minuciosos deve ter exigido um trabalho bem longo de al­gum escultor de pedra. Deve ter sido, também, um empreendimento ca­ro. O mesmo pode ser dito da outra figura da mesma procedência (Figura 16).
 

E temos os próprios deuses. Hórus tinha a cabeça de um falcão ou ga­vião. Anúbis era o deus do embalsamamento com cabeça de chacal. Thot era um íbis, e Sobek, o deus com cabeça de crocodilo. Set tinha uma ca­beça singular, semelhante à de um tamanduá. E assim por diante. O que leva à pergunta: por que esses seres são sempre representados como me­tade humanos e metade animais? Os especialistas dirão que tudo isso é simbólico e é uma indicação da autoridade e do poder dos deuses. Mas ha­verá aqui algo mais complexo do que aquilo que conseguimos ver?
Seriam essas criaturas realmente o que parecem? Teriam os Nephilim empregado seus poderes de criação para manipular geneticamente esses demoníacos semideuses a fim de conquistar poder e manter o do­mínio sobre os simples mortais que povoavam a Terra? Observemos as imagens gerais que temos do panteão dos deuses:
1-Pan, metade homem, metade bode. 
2- Centauros, metade homem, metade ca­valo, representados amplamente na arte antiga. 
3-Minotauro era o mons­tro com cabeça de touro e corpo de homem que habitava o Labirinto. Es­te teria se entrosado muito bem com seus patrícios do Egito.
Sabemos que os deuses do Egito eram extremamente avançados na arte da medicina. Há indícios disso no Templo de Sobek em Kom Ombo que dá vista para o Nilo. Esculpido numa das paredes, há um conjunto de instrumentos médicos que, segundo um ilustre cirur­gião, são eqüivalentes a muitos dos instrumentos cirúrgicos da atualida­de. Disse-me esse cirurgião que a cirurgia cosmética praticada por esses seres era tão ou mais avançada do que as nossas técnicas modernas.
É de notar, ainda, que o nome Angkor, no Camboja, sítio de ruínas arqueológicas, provém das palavras "Ankh", que significa vida, e "Hor", derivada de Hórus. Ou seja, "Horus vive". Bem, se ele está vivo, isso se enquadraria perfeitamente com nossa teoria de que talvez os Nephilim que realizaram a segunda incursão contra seres humanos depois do Di­lúvio ainda têm o campo livre, pois, conforme afirmamos anteriormen­te, as pirâmides do México e da América Central, segundo se crê, foram construídas muito depois das do Egito. E os templos do Camboja são re­lativamente recentes, tendo sido erigidos, ao que tudo indica, entre 800 e 1.200 d.C. Se essas datas forem precisas, é bem possível que Horus es­teja vivo, sim, e ele e seu alegre bando de Nephilim pós-diluvianos têm conseguido manter-se um passo à frente da civilização durante os últimos milhares de anos!Todos vivos e em formato de ets,aliens, etc.
Posso estar enganado com relação a essas especulações em particu­lar. Nada é entalhado em pedra, se me perdoarem a metáfora. Mas é bom examinar de uma perspectiva diferente os indícios que temos a fim de que, esperemos, possamos encontrar a verdade.


Livro de Enoque

Enoque era um descendente direto de Adão da sétima geração. Nasceu em 3.382 a.C. (ver Apêndice). Embora o Livro de Enoque não seja parte do cânon do Antigo Testamento, fragmentos da obra foram encontrados en­tre os Manuscritos do Mar Morto, que, segundo se avalia, datam de 300 a.C., aproximadamente. Ainda que esse livro não esteja incluído no An­tigo Testamento, ele é citado no Novo Testamento por Judas, que era ir­mão (ou meio-irmão) do Messias. Enoque escreve extensivamente com relação aos anjos caídos, a quem ele se refere como os "Guardiões"(Ou sentinelas), e ao Apocalipse. As citações que se seguem são do Livro de Enoque e farei comentários à medida que as lermos. É importante refletir sobre esses excertos à luz das informações que já verificamos.

''E sucedeu que naquela época, quando os filhos dos homens tinham se multiplicado, nasceram-lhes filhas belas e graciosas. E os Anjos, filhos do céu, as viram e as desejaram, e disseram uns aos outros: "Vamos, escolhamos esposas dentre as filhas dos homens e geremos filhos."

E Semjaza, que era o líder deles, disse-lhes: "Temo que na verda­de não concordareis em praticar esse ato, e eu serei o único a ter de pagar a penalidade de um grande pecado." E todos lhe respon­deram e assim disseram: "Pronunciemos um juramento e com-prometamo-nos todos por imprecações mútuas a não abandonar este plano, mas levá-lo a cabo."

E todos pronunciaram o juramento e comprometeram-se por im­precações mútuas a realizar o planejado. E eram duzentos ao to­do; que nos dias de Jared desceram no cume do monte Hermom, e o chamaram de monte Hermom, porque assim tinham jurado e se comprometido por imprecações mútuas. São estes os nomes de seus líderes: Semiazaz, seu líder, Arakiba, Rameel, Kokabiel, Tamiel, Ramiel, Danel, Ezeqeel, Baraqial, Asael, Armaros, Bartarel, Ananel, Zaqiel, Samsapeel, Satarel, Turel, Jomjael, Sariel. Cada um destes chefiava um grupo de dez.''

Livro de Enoque VI 1-8



''Jared, que nasceu em 3.544 a.C., foi o pai de Enoque e tinha 162 anos quando seu filho nasceu. Isso seria ao tempo em que esses anjos re­negados chegaram à Terra, por volta da época em que muitos especialis­tas acreditam que a Grande Pirâmide foi construída!Também permitiria uma ampla margem de tempo, cerca de 1.000 anos, suficiente para a po­pulação da Terra tornar-se conspurcada e depravada pela ação dessas cria­turas antes do Dilúvio em 2.348 a.C.

E todos os outros juntos tomaram esposas, e cada um escolheu uma para si, e eles começaram a ter relações com elas e a se ma­cularem com elas, e lhes ensinaram sortilégios e encantamentos, e a colher raízes, e as fizeram conhecedoras de plantas. E elas fi­caram grávidas e deram à luz, gigantes, cujo tamanho atingia gran­de altura: e consumiam todos os recursos dos humanos. E quando os humanos não mais os podiam sustentar, os gigantes viraram-se contra eles e os devoraram(Origem do canibalismo).

E eles começaram a pecar contra aves e animais, e répteis e peixes, e a devorar a carne uns dos outros e beber o sangue(Origem do Vampirismo). E a terra fez acusações contra os indisciplinados.''

Livro de Enoque VII1-6

Essa passagem consolida todos os indícios bíblicos anteriores que afirmam que anjos caídos vieram à Terra e procriaram com mulheres co­muns que deram à luz gigantes e estes tornaram-se os "heróis da anti­guidade, varões de renome".
Num capítulo anterior, conjecturamos que os anjos caídos, os Nephilim, afetaram de alguma maneira os animais e aves da Terra, pois pare­ce insólito que Iahweh condenasse "os animais, os répteis e as aves do céu" (Gênesis 6:7). Contudo, no Livro de Enoque, com referência a esse detalhe, lemos que esses anjos réprobos começaram a "pecar contra aves e animais e répteis epeixes...." O contexto dessa passagem é o pecado se­xual, pois, de que outra maneira é possível pecar contra essas criaturas? Será isso outra alusão à engenharia genética? Estará Enoque insinuando aqui que os Nephilim estariam se dedicando à produção de criaturas, me­tade humanas, metade animais que aparecem em numerosas imagens em muitos países durante essa mesma era?
Note-se, também, que foram esses seres angélicos que ensinaram aos humanos "sortilégios e encantamentos e a colherem raízes", ou seja, feitiçaria, magia negra, dê o nome que quiser. Tudo está se originando da mesma fonte. "E os fez conhecedores de plantas." Isso quer dizer que os gigantes levaram os humanos a cultivar e produzir drogas como ópio e heroína? Pois não é possível que isso tenha provindo de Iahweh. Tam­bém somos informados aqui sobre como esses gigantes começaram a de­vorar a carne uns dos outros e a ingerir sangue. Isso combina com mui­tas das histórias dos deuses gregos que, segundo aprendemos, entrega­vam-se a todas essas atividades.

''E Azazel ensinou aos humanos como fazer espadas, e facas, e es­cudos, e couraças e os fez conhecer os metais (da Terra) e a arte de trabalhá-los; e braceletes e ornamentos, e a utilização do anti­mônio e o embelezamento das pálpebras e todos os tipos de gemas caras, e todas as tinturas corantes.

E começou a surgir muita iniquidade e a humanidade e os seres humanos praticaram fornicação e foram levados para o mau ca­minho e tornaram-se corruptos em todos os seus costumes. Semjaza ensinou encantamentos e (a utilização) de raízes corta­das; Armaros ensinou a dissipação de encantamentos; Baraqijal ensinou astrologia; Kobabel as constelações; Ezeqeel o conheci­mento das nuvens; Araziel os signos da Terra; Shamsiel os signos do sol e Sariel o curso da lua.

E à medida que os homens pereciam, choravam, e o seu lamento subia aos céus...''

Livro de Enoque VIII 1-4

No nome desses "filhos de Deus" caídos e nas coisas que eles de­ram aos humanos, encontramos a astrologia, as constelações, o curso do Sol e da Lua. Isso propicia mais indícios de que o Zodíaco e seus signos não foram simplesmente inventados pela imaginação dos homens comuns ao longo do tempo, mas já eram conhecidos por essas "estrelas" caídas, e esse conhecimento, juntamente com outras fórmulas mágicas, foi transferido aos seres humanos. Também é evidente que a astrologia, considerada por alguns como a falsa contrapartida da astronomia, tem seu fundamento no mal e provém das forças das trevas.
O Livro de Enoque prossegue:

''E Miguel, Uriel, Rafael e Gabriel, do céu olharam para baixo e vi­ram muito sangue sendo derramado, e toda a desordem que se abatera sobre a Terra.

E disseram ao Senhor de todas as Eras: "Vós vedes o que Azazel fez, ele ensinou todo tipo de iniquidade na Terra e revelou os se­gredos eternos que estavam (protegidos) no Céu, que os homens estavam se esforçando para conhecer.

E foram procurar as filhas dos homens na Terra, e deitaram-se com elas e se macularam, e ensinaram a elas todos os tipos de pecados. E as mulheres deram à luz gigantes, e assim, toda a Terra se en­cheu de sangue e de iniquidade."

Livro de Enoque IX 1-11
Miguel e Gabriel já conhecemos. Seus nomes ocorrem frequente­mente nas Escrituras em muitos lugares. Uriel e Rafael nunca foram men­cionados nas Escrituras. São novos para nós. A leitura dessa passagem nos fará meditar sobre a história original de Gênesis 6, sobre como a Ter­ra se encheu de violência e de sangue por obra dos gigantes ou Titãs, os Nephilim e seus descendentes. O Livro de Enoque acrescenta ainda mais detalhes e perspicácia. Mas o que fará Iahweh com relação a esse grande pecado? A história prossegue:

'E então o Altíssimo, o Santo, o Grande, falou e enviou Uriel ao fi­lho de Lameque e assim lhe disse:
"Vai a Noé e dize-lhe em meu nome, 'esconde-te' e revela-lhe que o fim está se aproximando; que toda a Terra será destruída, pois um dilúvio vai cobrir a Terra inteira e destruirá tudo que nela exis­te. Instrui Noé de que ele poderá salvar-se e sua semente poderá ser preservada para todas as gerações do mundo."
Livro de Enoque X 1-3

Enoque tinha um filho cujo nome era Matusalém, que significa "quando ele morrer, ele (isto é, o dilúvio) será enviado". Matusalém mor­reu com a idade de 969 anos no primeiro mês do Dilúvio, ano de 2.348 a.C. . Ele foi o primeiro homem a alcançar essa idade. Quando tinha 187 anos, Matusalém teve um filho a quem deu o nome de Lameque. Quando Lameque tinha 182 anos teve um filho a quem cha­mou Noé, que significa literalmente repouso, alívio ou consolação. Pois Noé iria dar repouso e alívio aos males perpetrados à sua volta.
No início desta seção, devotada ao Livro de Enoque, lemos que foi "nos dias de Jared" que os anjos caídos desceram no monte Hermom e começaram suas torpezas. Jared nasceu em 3.544 a.C. e Noé em 2.948 a.C., de maneira que as atividades dos caídos, ou "Guardiões" como Eno­que os denomina, ocorreu numa determinada época durante os 596 anos entre Jared e Noé. E ainda há mais 600 anos da vida de Noé antes da ocorrência do Dilúvio. Tempo mais do que suficiente para os deuses da Grécia e de Roma e do Egito erigirem seus templos e outros edifícios e estabelecer suas lendas.

''E o Senhor disse a Rafael: "Amarra as mãos e os pés de Azazel e lança-o nas trevas; e faz uma abertura no deserto, em Dudael, e lança-o ali. E no dia do grande julgamento, ele será lançado às chamas. E toda a Terra foi contaminada pelas atividades ensinadas por Azazel: ele é responsável por todos os pecados."
E a Gabriel assim falou o Senhor: "Aja contra os bastardos e os réprobos, e contra os filhos da fornicação(Nephilins); e destrói os filhos da fornicação e os filhos dos Guardiões de entre os homens e manda-os embora; coloca-os um contra o outro para que se destruam mutuamente em batalha, pois seus dias não serão longos."
E o Senhor disse a Miguel: "Vai, prende Semjaza e seus companheiros que se uniram com mulheres e se macularam com elas em toda a sua impureza Naquele dia eles serão conduzidos ao abismo do fogo; (e) ao tormento e ao cárcere no qual serão confinados para sempre.
E destrói todos os espíritos dos réprobos, e os filhos dos Guardiões, porque eles ultrajaram a humanidade."
Livro de Enoque X 4-15

Nessa passagem, o passado e o futuro estão ligados na mesma ideia. Vemos os Guardiões, os anjos caídos, serem condenados por te­rem corrompido a humanidade e serem enviados a um cárcere, que não parece ser diferente do Tártaro, para lá serem detidos até um julgamen­to futuro, que está marcado para o final do Apocalipse e que será discu­tido na parte posterior deste livro. Também o Abismo é citado, mas é um abismo futuro que é referido como um local de suplício e confinamento para toda a hoste celeste do mal e seus mentores e os ímpios nos capítu­los finais do Apocalipse.
O Livro de Enoque prossegue com a proclamação de bênçãos e de júbilo dirigida aos virtuosos num Paraíso futuro. Mas há também obser­vações sobre as hostes angélicas, tanto do bem quanto do mal, e poderá ser útil, à luz da tese até aqui desenvolvida, citar sucintamente algumas dessas passagens.
O trecho que se segue é das seções XV e XVI. Os anjos condenados já citados pedem a Enoque que entregue uma súplica ao Altíssimo soli­citando a comutação da sentença. Enoque lê a súplica e adormece. Du­rante o sono tem uma visão e relata as palavras que lhe foram ditas. Nessa seção ele cita o próprio Altíssimo:
''Vai e diz aos Guardiões do Céu, que te enviaram para interceder por eles: Vós deveríeis interceder pelos homens, e não os homens por vós.
Por que deixastes o Céu alteroso, sagrado e eterno e vos deitastes com mulheres, e vos maculastes com as filhas dos homens e to­mastes esposas e vos comportastes como os habitantes da Terra, e gerastes gigantes (como vossos) filhos.
E embora fôsseis (seres) sagrados e espirituais vivendo a vida eter­na, vos maculastes com o sangue das mulheres e gerastes (filhos) com o sangue de carne e osso, como (também) o fazem aqueles que morrem e se extinguem.
E agora, os gigantes, que são gerados do espírito e da carne, serão chamados de maus espíritos sobre a Terra, e na Terra será a mo­rada deles.
E os espíritos dos gigantes afligem, oprimem, destroem, atacam, guerreiam e promovem destruição na Terra, e provocam distúr­bios: eles não se alimentam, contudo sentem fome e sede, e co­metem transgressões.
E agora, quanto a esses Guardiões que te enviaram para que tu in­tercedesses por eles, que estiveram outrora no Céu (diz a eles): 'Estivestes no Céu, mas nem todos os mistérios vos haviam ainda sido revelados, e conhecestes alguns sem mérito, e esses na dure­za de vossos corações, vós os participaram às mulheres, e por meio desses mistérios, mulheres e homens fazem muito mal na Terra.
Portanto, dize-lhes: Não tereis paz.''
Livro de Enoque XV 2 a XVI 4

Embora o Livro de Enoque não faça parte do cânon das Escrituras, julgamos apropriado citá-lo extensamente, pois ele se entrosa com as ou­tras partes das Escrituras que discutimos até aqui. Além disso, ele faz acréscimos àquilo que já conhecemos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento e preenche muitas das lacunas com detalhes não encontrados em nenhum outro lugar.
A seguir temos uma seção de Enoque XVIII 11 a XIX 3, na qual ele descreve lugares de natureza transcendental. Com relação ao Tártaro e um futuro destino dos anjos iníquos e seus companheiros, ele descreve o que viu:

E vi um abismo profundo, com colunas de chamas celestiais. Vi ali sete estrelas como grandes montanhas ardentes e, quando lhe perguntei a respeito delas, o anjo disse: "Esse lugar é a extre­midade do Céu e da Terra: tornou-se um cárcere para as estrelas e a hoste do Céu. E as estrelas que circulam sobre o fogo são aque­las que transgrediram os mandamentos do Senhor no início de sua ascensão, porque não saíram em seu horário estabelecido. E o Se­nhor ficou colérico com elas, e confinou-as até a época em que a culpa delas seja consumada (até) por dez mil anos." E Uriel disse para mim: "Aqui permanecerão os anjos que se uniram às mulhe­res; e seus espíritos, adotando muitas formas diferentes, estão ma­culando a humanidade, desencaminhando-a e levando-a a fazer sacrifícios a demônios até o dia do grande julgamento no qual to­dos serão julgados e serão exterminados. E também as mulheres dos anjos, que se desviaram do bom caminho, se tornarão sereias." E só eu, Enoque, tive a visão, o fim de todas as coisas: E homem nenhum verá o que vi.
Livro de Enoque XVIII 11 a XIX 3

Aqui fala-se de anjos mulheres que se desencaminharam. No Egito Ísis era uma das principais deusas, assim como Atenas e Afrodite o eram na Grécia.
Enoque era, ou melhor, é, uma entidade muito enigmática, na me­dida em que temos muito pouca informação sobre ele. Ele é citado em apenas alguns versículos em Gênesis 5, que nos dizem quem era o pai de­le e que ele "andou com Deus". Também somos informados de que ele foi transportado ao céu e não experimentou a morte. Isto é, ele foi leva­do por Iahweh e nunca morreu. Assim como sucedeu com Elias (ver 2 Reis 2:11). O nome Enoque significa "instrução, iniciação ou ensino"; con­tudo, não encontramos nenhum ensino dele nas Escrituras. Muitos es­tudiosos da Bíblia poderiam descartar o Livro de Enoque porque ele não faz parte do cânon. Entretanto, o fato de Judas, meio-irmão do Messias fazer citações diretas do Livro de Enoque, dá ao autor do livro muito cré­dito. Em seus próprios escritos, Enoque é descrito como um "escriba da justiça".
O fato preponderante de que os apóstolos e os discípulos tinham conhecimento dos escritos de Enoque e os citavam dá alta seriedade ao livro e sugere que deveríamos nos conscientizar do seu conteúdo e dar-lhe atenção.

As revelações do Livro de Enoque comprovam os indícios apresen­tados nesta hipótese até este ponto. Ao discutir as pirâmides e outros monumentos antigos, muitos afirmam acreditar que alienígenas e extra­terrestres chegaram à Terra vindos de muito longe e foram os responsá­veis por essas construções. A teoria aqui apresentada corroboraria essa suposição. A única diferença é que as Escrituras não classificam de "alie­nígenas" ou "extraterrestres" esses seres, mas referem-se a eles como "an­jos caídos", "filhos de Deus", ou "Nephilim". Enoque chama-os de "estrelas", "seres sobrenaturais" e os "Guardiões".
Eles deixaram sua morada espiritual nos céus, vieram à Terra e ma­terializaram-se no âmbito dos sentidos. Aqui uniram-se com seres huma­nos e produziram um híbrido do ser humano e espírito. Esses híbridos eram de grande tamanho e, devido à sua constituição genética, eram iní­quos e irredimíveis. No decurso de vários séculos na Terra, espalharam sua corrupção e contaminaram toda a humanidade, com exceção de oito almas. O mentor por trás dessa incursão dos Nephilim foi Satã e sua raison d'être foi destruir totalmente a raça humana de maneira que a linhagem do Messias fosse rompida e seu nascimento impossibilitado. Dessa maneira, Satã esperava anular a profecia de Iahweh dada em Gênesis 3:15, que diz que a "descendência da mulher" esmagaria a cabeça da serpente.
Mas o plano fracassou. Noé e sua família foram as únicas almas que restaram neste planeta. Sua linhagem era pura e não contaminada pelos Nephilim e descendentes. Num dilúvio de proporções universais, Iahweh destruiu toda a população por causa da sua situação pecaminosa e pre­servou Noé e sua família. Assim, a linha de descendência do Messias foi salva e os descendentes da mulher não conheceram obstáculos.
Depois do Dilúvio, quando a humanidade começou a crescer nova­mente, houve uma segunda incursão dos anjos caídos e os Nephilim pe­rambularam pela Terra mais uma vez. À época em que Moisés conduziu os filhos de Israel para longe da servidão no Egito, toda a região de Ca­naã, a Terra Prometida, estava repleta dos Nephilim e seus descendentes. Mais uma vez, Satã tentou frustrar a profecia de Iahweh e impedir os israelitas de possuírem a terra povoando a região com gigantes. Mas esse ardil fracassou quando Josué e seus exércitos derrotaram as criaturas e destruíram as 60 "cidades de gigantes de Basã", e o rei delas, Og.
Os anjos caídos, responsáveis pela primeira degradação da Terra an­tes do Dilúvio, estão encarcerados num lugar chamado Tártaro, onde aguardam um julgamento futuro. Conforme já vimos anteriormente, o Messias foi a esse local e anunciou seu triunfo a essas criaturas de ma­neira bastante semelhante à dos generais romanos que proclamavam suas conquistas perante a cidade de Roma ao retornarem de algum longínquo campo de batalha.
Não sabemos o que aconteceu aos caídos "filhos de Deus" que oca­sionaram a segunda degradação da Terra depois do Dilúvio. Talvez ain­da perambulem pela Terra, ocultando-se em alguma floresta sombria e funesta, nos ares(OVNIS), ou no fundo do mar(OSNIS), desconfiados do avanço e da investida violenta do homem.
Mas qual é o significado de tudo isso, e aonde vai nos levar? Nos próximos capítulos discutiremos o significado da forma da pirâmide e introduziremos um novo conceito: a Pirâmide do Apocalipse.
Se a primeira parte desta série assemelhou-se a um tranquilo pas­seio de barco num rio sinuoso e indolente que às vezes mostrava paisa­gens atraentes ao longo do percurso, preparem-se agora para enfrentar as corredeiras. É que daqui para a frente a emoção e as tensões deverão au­mentar e fazer com que o leitor se segure nos lados do barco até os nós dos dedos ficarem brancos. Mas depois de passarmos pelas corredeiras, voltaremos às águas tranquilas e à segurança da terra firme, figurativa­mente falando.
A viagem prossegue.

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