sábado, 9 de julho de 2011

A Guerra das Malvinas em 1982. Quase 30 anos depois, a revelação de que estivemos muito próximos de uma Guerra Nuclear na América Latina


Pôr-do-Sol sobre a cidade de Stanley, nas Ilhas Falkland

Hoje, os poucos turistas que visitam as Ilhas Falklands (ou Malvinas, como preferem chamá-las os Argentinos), ainda percebem que a Guerra de 1982 entre Inglaterra e Argentina deixou marcas profundas nesta bela ilha, localizada a cerca de 480 km da Costa Argentina, no extremo sul do continente americano.



A bela cidade de Stanley (ou Puerto Argentino, como preferem chamá-la os Argentinos), parece um vilarejo inglês típico, com cabines telefônicas vermelhas e tavernas onde pode-se beber sem medo de exageros.

Em Stanley, a atmosfera não poderia ser mais inglesa

 Stanley vista do Porto

Uma pitoresca igreja, com arco formado por ossos de baleia

 Stanley: Vista Aérea. O arquipélago inteiro tem cerca de 3.100 habitantes

 Belas paisagens durante o curto verão nas Falklands. A temperatura máxima nunca passa dos 20o 

Porém, um olhar mais atento pelos arredores desta bela baía nos relembra do conflito que ceifou a vida de 649 argentinos e 255 ingleses, naquele frio outono de 1982, iniciado pelos militares argentinos que estavam no poder desde o golpe de 1976, numa tentativa desesperada de "desviar" a atenção do povo argentino para outro assunto que não fosse o retumbante fracasso econômico, político e social pelo qual passava o país naquele momento.


Leopoldo Galtieri, presidente argentino durante a Guerra das Malvinas

Ainda hoje destroços de aviões, navios, ruínas de locais bombardeados, campos minados e o vários memoriais não deixam ninguém esquecer daquele ano.



Ruínas de um Hospital bombardeado pelos argentinos em 1982 

Destroços de Aviões argentinos podem ser encontrados até hoje em partes remotas das Falklands


Mais destroços

Praias minadas ainda inspiram cuidados...
Os abundantes pinguins podem andar tranquilamente pelo local,
pois apenas o peso de um homem detona as minas.


Cemitério de soldados argentinos na ilha. Os corpos de 237 militares argentinos permanecem na ilha
A Inglaterra propôs repatriá-los após o fim do conflito, mas a Argentina recusou, dizendo que deixá-los lá seria uma forma de manter a presença argentina nas Malvinas...

Monumento aos mortos no conflito, em Stanley

Fotos do HMS Antelope abatido pelos argentinos (2 mortos)


Foto histórica tirada por um dos sobreviventes do afundamento do Cruzador General Belgrano, a "jóia"da Armada Argentina, abatido pelos Ingleses (323 mortos)


A Guerra da Malvinas foi o primeiro grande conflito armado entre nações importantes do globo depois da Segunda Guerra Mundial, que terminou com a vitória inglesa, em grande parte devido ao poderio naval britânico, que se impôs sobre a Força Aérea argentina, apesar de toda a vantagem geográfica e logística de nossos vizinhos.


Comparativo das Armadas e perdas de cada país na Guerra de 1982


Porém, a grande revelação dos últimos anos foi a informação publicada no livro Rendez-vouz: La psychanalyse de François Miterrand, escrito por Ali Magoudi, psicanalista de Miterrand entre 1982 e 1983. Magoudi conta que a "Dama de Ferro" Margareth Thatcher ameaçou detonar um ataque nuclear contra a argentina, caso a França não divulgasse os códigos de desativação dos mísseis franceses "Exocet" vendidos para a Argentina, responsáveis por vários estragos à armada britânica.

A "cruel" Margareth Thatcher

Miterrand teria declarado em uma das sessões: "Que mulher mais terrível, esta Thatcher. Com seus quatro submarinos nucleares destacados no Atlântico Sul, ameaça lançar mísseis nucleares contra a Argentina, a menos que a proporcione os códigos secretos que deixariam os mísseis que vendemos surdos e cegos aos argentinos"

Míssel francês Exocet. Com ele, os argentinos afundaram o HMS Sheffield


Há fortes evidências de que um submarino britânico, portando armas nucleares, estava a postos e preparado para lançar mísseis contra a Argentina caso a guerra começasse a ir mal para o lado inglês. A cidade-alvo já havia sido escolhida, e seria Córdoba. Mesmo com todas as evidências, a Armada Real inglesa sempre negou o fato...

Teria Córdoba se livrado por pouco de um ataque nuclear?


Para os ingleses, o conflito parece fazer parte de um passado distante, mas para os argentinos, será sempre uma ferida mal cicatrizada, que continua causando dor. Será que cedo ou tarde não reabrirá novamente ? 




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