sexta-feira, 24 de junho de 2011

Rússia afirma: Apophis irá se chocar contra a Terra


Estaria a NASA ocultando informações do grande público? Talvez, mas o que vimos nesse inicio de 2011 é um claro posicionamento dos astrônomos russos, apoiados pelos astrônomos da Europa, que colocam o Apophis como uma ameaça muito maior do que a citada pela NASA em recentes discursos, onde a agência americana coloca a possibilidade de choque do asteróide com a Terra em 2036 sendo 1 pra 250 mil.

Quando foi descoberto, em junho de 2004, a NASA chegou a afirmar que a possibilidade de um choque pra 2029 seria de 3%, depois surgiu o discurso de que, caso passasse em uma pequena fenda (keyhole, buraco de fechadura) quando da passagem em 2029, a chance de queda em 2036 seria certa, mas logo trataram de dizer que a possibilidade de entrada nesse keyhole era remota, primeiro em 1 em 45 mil e mais recentemente 1 em 250 mil.

No entanto os russos mostraram pensamento "um pouco divergente", pois sustentam que a passagem que ocorrerá próxima a Terra em 2029 (dez vezes mais perto do que a distância da Terra a Lua) já é garantia de que o asteróide ficará em ressonância gravitacional com a Terra devido ao seu tamanho (quase 400 metros) e peso (milhões de toneladas) e certamente cairá em 2036.

Prova da preocupação dos russos foi o recente discurso, feito em janeiro de 2011 pelo professor da universidade de São Petersburgo (antiga Leningrado) Leonid Sokolov à Tv russa, relatando que cientistas e astrônomos russos recalcularam a trajetória do asteróide e tem como certa sua colisão em 2036. Essa preocupação é partilhada com as agencias européias, tanto que em 7 de julho de 2011 cientistas e astrônomos de Rússia e União Européia pretendem lançar um projeto conjunto, em reunião que será realizada nesse dia. O projeto russo/europeu visa criar uma defesa global e estudo de tecnologias que possibilitem proteger a Terra da ameaça de colisão com o asteróide, pois a estimativa é que um choque do Apophis com a Terra seria o equivalente ao impacto de 70 mil bombas de Hiroshima.

Se caísse em qualquer continente causaria desastre completo no continente e caso caísse na água (opção mais provável segundo estudo do cientista Neil de Grasse Tyson) geraria dois paredões de água indo em direção oposta, que poderiam chegar a 1 kilometro de altura do ponto de impacto.


Sokolov, juntamente com o presidente da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Anatoly Perminov desejam comparecer na reunião de julho. Bem, era isso que o senhor Perminov imaginava em fevereiro de 2011, inclusive ele próprio seguindo o exemplo de seu colega Sokolov, andou falando numa rádio russa que teve acesso a estudos “não oficiais” de cientistas russos que mostravam categoricamente que o impacto em 2036 é certo e que foram confirmados por ele como válidos. No entanto, no inicio de abril de 2011 , foi cogitada a demissão de Perminov da chefia da Agência Espacial Russa antes mesmo de efetuar a reunião com as agências européias. O motivo seria a “idade avançada” (65 anos), segundo o vice primeiro ministro Serguei Ivanov ao falar que esse seria o motivo para o afastamento em breve do presidente da Agência Espacial Russa ("coincidentemente" logo após ele revelar essas notícias bombásticas sobre o Apophis).

O local de encontro da reunião do dia 7 de julho seria “alinhavado” por Perminov durante as comemorações realizadas ao longo de alguns dias na Rússia pelos 50 anos do vôo espacial de Yuri Gagarin, onde vários cientistas e astrônomos europeus confirmaram presença para os festejos de 12 de abril.

Entre os projetos de Perminov, que estaria vivendo seus últimos dias no cargo de presidente da Roscosmos, estaria a criação até 2015 de uma nave com motor de propulsão nuclear, com o suposto objetivo de realizar uma viagem a Marte. Apesar da alta cúpula russa aparentemente desejar a “cabeça” de Perminov, na Europa ele está bem conceituado: ele foi reconhecido cavaleiro da Ordem da Legião de Honor francesa pela sua contribuição no desenvolvimento da cooperação russo-francesa na área cósmica, em particular na criação, do cosmódromo de Kourou, na Guyana Francesa e recebeu a poucos dias, no final de abril, a honraria na residência do embaixador francês em Moscou.


Exatamente hoje, 29 de abril, aproveitando que os olhos do mundo estão todos no casamento real inglês, o presidente Putin sacramentou a demissão de Perminov (na foto) e colocou em seu lugar o vice ministro russo da Defesa, Vladimir Popovkine.
Vamos aguardar pra ver se com um novo presidente na Roscosmos, o encontro com os europeus irá sair ou se ficará “esquecido”....veremos

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