sábado, 25 de abril de 2009

A fé cristã e o uso de amuletos


Do Dicionário Aurélio: AMULETO é “pequeno objeto (figura, medalha, figa, etc.) que, desde a mais alta antiguidade, alguém traz consigo ou guarda por acreditar em seu poder mágico passivo de afastar desgraças ou malefícios”; FETICHE é “objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto”; SUPERSTIÇÃO é “sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes”. A Enciclopédia Britânica diz que AMULETO é ”designação genérica de diferentes objetos aos quais se atribui a virtude mágica de guardar ou proteger quem o porta. Usados tradicionalmente para afastar o azar e trazer sorte”. SUPERSTIÇÃO – “É uma atitude de espírito, crença ou prática mágico-religiosa para as quais não há explicação lógica e que se baseiam na convicção de que certos atos, palavras, números ou objetos trazem males, benefícios, azar ou sorte. As superstições, de modo geral, podem ser classificadas como religiosas, culturais e pessoais”.
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Dentre os diversos tipos de amuletos (olho de boto ou do peixe-boi; a ferradura, a meia-lua, a estrela-de-davi) a figa é o que alcançou maior popularidade. Usada para combater a esterilidade e o mau-olhado, é representada por uma mão humana fechada com o polegar entre os dedos indicador e médio. Enfim, amuleto é uma figura, medalha ou qualquer objeto portátil, qualquer coisa a que supersticiosamente se atribui virtude sobrenatural para livrar seu portador de males materiais e espirituais, e para propiciar benefícios nessas áreas.
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Ao aceitarmos o senhorio de Jesus, recebemos o Espírito Santo (1Co 6.19 Ef 1.13); nossos pecados são perdoados (Atos 10.43; Rm 4.6-8); somos recebidos como filhos de Deus (Jo 1.12); se somos filhos, logo somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm 8.17); passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1 Jo 3.14); somos novas criaturas (2 Co 5.17); o diabo se afasta e não nos toca (Tg 4.7; 1 Jo 5.18); não estamos mais sujeitos às maldições (Jo 8.32,36); podemos usar o nome de Jesus para curar enfermos e expulsar demônios (Mc 16.17-18); a salvação nos leva a um relacionamento pessoal com nosso Pai e com Jesus como Senhor e Salvador (Mt 6.9; Jo 14.18-23); estamos livres da ira vindoura (Rm 5.9; 1 Ts 1.10; 4.16-17; Ap 3.10), além de outras bênçãos.
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O nome de Jesus não pode ser substituído por um objeto ou um produto industrializado. O uso de amuletos evidencia não uma atitude de fé, mas de falta de fé. Deus não opera por esse meio, sejam cordões, pulseiras, pirâmides, cristais, velas ou qualquer outro produto. A Bíblia não apóia tal prática. A atitude de fé é o esperarmos no Senhor e nEle confiarmos. Alegremo-nos no Senhor e Ele nos concederá os desejos do nosso coração (Salmos 23.1; 37.4-7).
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A nossa confiança deve ser depositada no Senhor. “Bem-aventurado o homem que pôe no Senhor a sua confiança” (Sl 40.4). Se dividirmos a nossa fé entre Deus e os amuletos, estaremos coxeando entre dois pensamentos. Não é esta uma manifestação de fé, mas de incredulidade, de dúvida nas promessas de Deus. E a dúvida é inimiga da fé (Mt 21.21). “Abraão não duvidou da promessa de Deus, deixando-se levar pela incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para cumprir” (Rm 4.20-21). Abraão creu na promessa de que seria pai de muitas nações. Aguardou confiantemente. Não apelou para objetos, amuletos, cordão, pulseiras, vassoura atrás da porta.
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Os amuletos, longe de serem veículos de bênçãos, podem trazer maldições, porque a fé não está centralizada exclusivamente em Deus. Podemos ler Isaías 31.1 assim: “Ai dos que confiam no poder místico dos amuletos, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor”. O uso de amuletos pelo povo de Deus equivale a tomar o caminho de volta para o Egito. As nossas superstições foram deixadas no esquecimento. Não precisamos limpar nossos olhos com óleo ungido para não vermos as coisas do mundo. Pela ação do Espírito em nossas vidas, já morremos para essas coisas, para o sistema mundano, para o pecado. O Espírito que em nós opera não nos permite colocar coisas impuras diante de nossos olhos (Salmos 101.3).
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Os objetos, ou qualquer tipo de material seja sólido ou líquido, do reino mineral ou do reino vegetal, não servem para aumentar a fé dos cristãos. O que transmite fé, o que proporciona fé, o que dá origem à fé, é a palavra de Deus (Rm 10.17). Jesus não distribuiu qualquer tipo de objeto para melhorar a fé de seus ouvintes. Nos primeiros passos da Igreja, vemos Pedro e demais apóstolos anunciando insistentemente o Cristo vivo, e falando com paciência dos mistérios de Deus e das palavras de Jesus. E todos se enchiam de alegria, e milhares aceitavam o Evangelho. “Disse-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E os que com grado receberam a sua palavra foram batizados, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” (Atos 2.38-41).
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O uso de amuletos é incompatível com a vida cristã e não proporciona prosperidade material ou espiritual a ninguém. Quem deseja viver uma vida de paz e de abundância deve buscar “primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Sl 37.25; Mt 6.33; Mc 10.29-30; Lc 12.31; Jo 10.10). Para viver a sua fé o cristão não precisa de figas, de cordão de ouro, varinha mágica, porque as maldições não prevalecem contra nossas vidas. “Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não encontra repouso” (Pv 26.2). A maldição nos alcança se não estivermos sob a proteção de Deus, se não confiarmos nEle, se estivermos em pecado.
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A fé cristã rejeita o uso de qualquer objeto com o propósito de obter favores espirituais ou evitar a influência demoníaca. Do Egito já viemos. Das superstições já nos libertamos. Do jugo do opressor já estamos livres. Da Babilônia espiritual já saímos. Cristo quebrou na cruz todas as amarras, grilhões, embaraços; quebrou os fortes laços que nos prendiam ao mundo das trevas (Gl 3.13). Um irmão escreveu num fórum de debate: “Deus nos fez livres, livres de contatos físicos para O sentir, livres de pontos de apoio, para crer, livres de toda e qualquer espécie de superstição e amuletos, livres para crer num Deus que tudo supre, tudo faz, tudo opera naqueles que o amam”.
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Quando estávamos na ignorância espiritual, fazíamos uso de incensos e defumadores para afastar os maus espíritos. Agora, é a Bíblia que nos dá a receita: “Submetei-vos, pois a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Estai, pois, firmes e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da escravidão” (Gl 5.1).

3 comentários:

  1. Isso que vou colocar aqui não é uma discordância do que foi postado, somente quero poder entender e esclarecer alguns pontos que não são irrelevantes diante da radicalidade em que nos encontramos algumas vezes, não por questões religiosas mas sim porque a única lei imutável é a lei espiritual, cuja lei existe e funciona na forma que foi constituida pelo Pai dos espiritos.
    Verdade é que não podemos de forma alguma substituir O santo nome de Jesus por nada nem ninguém, e sequer fazermos doutrina sem conhecer a procedência das coisas, mas a consideração maior é naquilo em que O Nome é usado, pois se pegarmos um objeto qualquer e dissermos que nele está a virtude, constitui-se em prevaricação e prostituição da palavra e ineficacia segundo as leis espirituais imutáveis, assim se constituem os amuletos, superstições e etc.
    A bíblia nos mostra,em especial, no antigo testamento, vários eventos em que Deus usou ponto de contato para operar coisas extraordinárias diante do povo, inclusive o cajado de moisés, a capa de elias, a pasta de figos que o próprio isaías usou na enfermidade do rei ezequias, quando eliseu mandou que naamã se banhasse por sete vezes no rio jordão, quando eliseu jogou sal nas águas de jericó, tudo com propósito e é neste ponto que quero chegar.
    Oque podemos dizer do próprio Senhor Jesus ao ungir os olhos de um cego com lama feita com sua própria saliva e ainda manda-lo lavar no tanque de siloé ?
    Ainda mais podemos meditar quando Ele cuspiu nos olhos de um cego para cura-lo ?
    Por favor não me venham dizer que a lama e o cuspe de Jesus eram santos, e também que só Jesus podia fazer isso e mais ninguém, pois lama e cuspe não tem em si mesmos poder de curar nem machucado, mas a virtude que há no Nome Dele sim, em joão 14:12 diz:
    Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
    Então Paulo foi grandemente usado por Deus da seguinte forma:
    E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.
    De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.
    Atos 19:11-12
    Já vi coisas deste tipo acontecer pessoalmente, mas também já vi pessoas que brarem a cara por causa disso, pois a eficacia está no propósito, não funciona como mágica ou por sugestão, muito menos por misticismo.
    Existem coisas consagradas aos idolos e coisas santificadas no altar, até nisto existe batalha espiritual, pois se os espiritos malignos saíam certamente que não era por causa das vestimentas, mas sim por força maior, pois demonios não saem por vontade própria, Jesus disse que para tomar a casa do valente é necessário amarra-lo ou domina-lo primeiro, nas epistolas este assunto não é tratado diretamente, creio que nestas questões, não existia tanta controvérsia que necessitasse de uma abordagem complexa a respeito disso porque não existia conflitos pelo livro da lei, vejamos:Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.
    Atos 15:28,29.
    Existem outras representações usadas como figuras do que é espiritual, como por exemplo, a santa ceia, o uso do azeite, o batismo nas águas e outras, todas com propósitos regidos pelas mesmas leis espirituais constituidas por Deus,cuja abrangência de operações sobrepõe grandemente a atuação de forças malignas.
    Na série PORTAIS PROIBIDOS também aborda essas operações.

    Abraço.

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  2. COMCORDO COM VC JULIANO EM PARTES...O QUE CRISTO FEZ FOI REGRA,PAULO NAO DISTRIBUIA LENÇOS AS PESSOAS PEGAVEM DELE,ATÉ A SOMBRA DE PEDRO CURUVA.MAS OLHE O PODER DE CRISTO QUE OPERAVA ATRÁVES DELES.É HOJE!!...ISSO NÃO DÁ RESPAUDO BÍBLICO PARA TAIS PRÁTICAS ABUSIVAS NAS IGREJAS HOJE EM DIA...E DEUS DISSE:MEU JUSTO VIVERÁ PELA FÉ,SOMENTO ISSO.ACREDITE ESSES AMULETOS PODEM DEIXAR MUITOS CRENTES DEPEDENTES.."Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera," (Efésios 3 : 20)ENTÃO MEU QUERIDO NÃO É O AMULETO QUE VAI OPERAR MAS SIM O PODER DO ESPIRITO SANTO QUE OPERA EM NÓS...

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  3. Amigo anônimo, tudo que vc disse está no meu comentário, é certo que a bíblia não respalda coisas abusivas sejam elas quais forem, mas ela nos mostra que existem leis espirituais e é isso que enfatizei, pois a maioria dos irmãos tem uma opinião formada superficialmente a respeito de muitas coisas, inclusive sabemos que nosso Deus é poderoso em operações mas também devemos saber que elas são multiformes, os versículos não anulam uns aos outros, ao contrário corroboram-se entre si.Se alguém disser que pela fé tomou do fruto da vide sem bebe-lo, não pode dizer que participou do sangue de Cristo não é verdade? No entanto, ali está representado o seu simbolismo e o operar espiritual.

    Acho que não opinei contrariando a postagem apenas expus um outro aspecto que não foi abordado, espero que tenha entendido.

    Abraço.

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